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quarta-feira, 11 de junho de 2014

O que é PDF/X1a?

Durante a última década, houve um crescimento significativo no uso de PDF para a transferência de arquivos gráficos, artes de conteúdo entre sites e entre as empresas, tornando claro que este formato de arquivo é bastante flexível e permite transferência de artes robustas de pré-impressão.
Uma família de normas internacionais, portanto, foi desenvolvida para definir restrições sobre o conteúdo e utilização de arquivos em PDF para fazer uma impressão mais previsível. Esses padrões são chamados coletivamente de PDF / X, cada um com um sufixo para diferenciar as especificações de acordo com as necessidades de mercado. Cada um é publicado em uma parte da norma internacional ISO 15930, que já se consolidou na Europa e nos Estados Unidos como formato mais utilizado na troca de arquivos para impressão, em fluxos de trabalho com suporte a gerenciamento de cores.
A sigla “PDF” significa Portable Document Format ou, em português, formato de documento portátil. PDF/X-1a é projetado para tornar arquivos pesados em mais leves fazendo com que a entrega seja mais rápida e segura. Isso requer que a cor de todos os objetos sejam impressos em CMYK ou local. Elementos em RGB e espaços de cor Lab ou marcados com perfis ICC não são recomendados para impressão. Ele também exige que todas as fontes usadas no trabalho sejam incorporadas no arquivo e não permite o uso de transparência e camadas.
Uma comparação interessante é imaginar que o PDF é uma mala de viagens. Você terá que decidir o que e quantas coisas terá que colocar na mala (arquivo), de forma que tudo que está contido nesta “mala” será necessário utilizar no destino final. Da mesma forma, tudo que é desnecessário ficará para fora (economizando no tamanho do arquivo).
Para arquivos que serão impressos, fechá-lo em PDF/X-1a é a melhor opção, garantindo que o arquivo fique livre de erros, poupando tempo e dinheiro. Você pode criar seus arquivos em programas como Adobe Creative Suite: llustrator, InDesign, Photoshop ou Corel Draw. 
Existem muitas ferramentas e truque para ajustar e controlar a impressão de arquivos em PDF para offset, por exemplo. Ao utilizar este fluxo, eliminamos problemas como substituição de fontes, imagens ausentes e demais alterações acidentais que podem ocorrer na reabertura ou edição de documentos de raiz.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As 10 livrarias mais interessantes do mundo

María Luisa Fundes, do jornal “ABC”, de Madri, escreveu pequenos textos sobre as dez livrarias mais interessantes do mundo. “Para os aficionados à leitura, as livrarias são paraísos inigualáveis e incomparáveis.” Lá, entre as estantes, descobre-se o universo, globaliza-se o conhecimento. Muitas pessoas passam horas circulando entre as estantes, folheando e lendo algumas páginas dos livros. Há aqueles que se empolgam com as capas, e até com o papel, por exemplo o pólen (que não gera reflexos). Às vezes entra-se numa livraria com o objetivo de comprar determinado livro, mas, ao perceber um lançamento interessante, o indivíduo o coloca na sua cesta. Pode ser Joyce, Proust, Thomas Mann, Tolstói, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Bernardo Élis ou Afonso Felix de Sousa. As livrarias bonitas, como as citadas, são uma atração à parte. El Ateneo, de Buenos Aires, assim como outras, é uma atração turística. Os apaixonados pelos livros acabam se tornando também apaixonados pela livraria. É raro uma pessoa sair de lá sem fazer ao menos uma fotografia. Trata-se de uma livraria-museu, que já foi um teatro.

1 — El Ateneo, Buenos Aires



María L. Fundes diz que foi “uma ideia genial converter um teatro dos anos 20, já fechado, em uma livraria de primeira. El Ateneo, de Buenos Aires, é uma das melhores livrarias da América. A seleção de livros é amplíssima. E o entorno [interno] é iniguilável. Permanecem o cenário e o palco. Tudo com novas funções [há um café-restaurante]. Uma maneira brilhante de desfrutar e recuperar edifícios antigos”. Em março desde ano, ao visitá-la, pude ver que Clarice Lispector é um dos destaques nas mesas.

2 — Galignani, Paris

“Giovanni Antonio Galignani nasceu em 1757, no norte da Itália. Depois de um período em Londres, se instalou em Paris, onde criou uma pequena editora, abriu uma livraria e fundou um jornal. É a primeira livraria inglesa na Europa fora das ilhas britânicas. Foi instalada na Rua de Rivoli, onde abriu as portas com as melhores seleções de literatura anglo-americana e francesa, assim como uma seleção sem igual de livros de arte e moda”, diz o “ABC”.

3 — Selexyz Bookstore, Maastricht

A livraria está instalada num edifício onde funcionou uma igreja de dominicanos. Além de bonita, até “impressionante”, é arejada e tem um café. É apontada como “espetacular”.

4 — Livraria da Vila, São Paulo

O “ABC” nota que São Paulo é a “capital gastronômica e cultural do Brasil”. A repórter elogia a construção arquitetônica, do “genial arquiteto” Isay Weinfeld — as portas são estantes —, e diz que, além de bela, a Livraria da Vila oferece espaço para bate-papo, concertos e exposições.

5 — El Péndulo, México

A livraria, diz o “ABC”, é um espaço amplo e relaxante no qual se pode, além de desfrutar das calorosas [e calorentas] tardes mexicanas, olhar livros, discos e vídeos. “Entre as numerosas livrarias, El Péndulo, situada no elegante bairro de Polanco, na capital azteca, tem o toque original de ter plantas em seu interior.” A livraria oferece concertos, cursos e tem um café-restaurante.

6 — Brentano’s, Paris

“A oferta cultural de Paris é ilimitada. Suas livrarias também. Mas a Brentano’s é diferente: trata-se de uma livraria com quase 120 anos e que oferece um repertório variadíssimo para o leitor multicultural, interessado em ler em vários idiomas”, diz o “ABC”. A livraria é especializada em obras norte-americanas, já que a cadeia de livrarias surgiu nos Estados Unidos. Está “situada na Avenida da Ópera, entre a Ópera Garnier, o Louvre e a Praça Vendôme”. Frequentar a livraria “é uma imersão na cultura universal”, sugere o jornal espanhol, apesar de sugerir a especialização americana.

7 — Rizzoli, Nova York

Segundo o “ABC”, é “uma das livrarias mais simbólicas dos Estados Unidos. O espaço é acolhedor, as luzes tênue, o estilo é retrô e a seleção de livros, fantástica. É uma referência em pleno coração de Manhattan. Os livros de culinária são uma das especialidades desta livraria: o presente perfeito. A coleção completa da magnífica Editora Rizzoli está disponível, junto com uma extensa seleção de livros em italiano”, registra o jornal espanhol.

8 — Lello, Porto

“Lello e Irmão é a livraria mais espetacular de Portugal e uma das mais bonitas do mundo. Situada no centro antigo da cidade do Porto, foi fundada em 1869”, diz o “ABC”. Na sede atual, está desde 1909. A mudança foi feita pelos irmãos Lello, seus segundos proprietários. “A fachada é maravilhosa, mas o interior ainda é mais bonito.” Lá tudo é surpreendente. “No segundo piso são feitas exposições de arte e se pode desfrutar de um café.”

9 — Shakespeare & Co, Paris

A livraria é pequena mas é das mais charmosas de Paris — era frequentada por Hemingway, Scott Fitzgerald e James Joyce, que era amigo da proprietária (Sylvia Beach editou pela primeira vez o romance “Ulysses”, pai da literatura moderna). O “ABC” diz que a livraria tem um entorno “acolhedor para turistas e sonhadores”. É “situada em frente ao Sena e à catedral de Notre-Dame, está em pleno coração do bairro dos estudantes — o bairro latino. Como muitas das livrarias parisienses mais interessantes, foi fundada por estrangeiros e tem sido amiúde o centro de reunião de escritores de língua inglesa. Os livros proibidos na Inglaterra e nos Estados Unidos sempre estiveram disponíveis”.

10 — Corso Como 10, Milão

“Carla Sozzani, importante personalidade do mundo editorial do setor de revistas na Itália e irmã da poderosa Franca Sozzani, diretora da ‘Vogue Itália’, abriu a livraria em 1990. Nessa época, era uma galeria, dedicada principalmente à arte e à fotografia. Depois, ampliada, se tornou um espaço para o setor de moda, restaurante e livraria. São realizadas no local exposições, concertos e outras atividades culturais. Sua seleção de livros de moda e fotografia é espetacular”, registra o “ABC”.











terça-feira, 10 de dezembro de 2013

10 coisas que um designer que trabalha em casa deve evitar



Você viu No post Anterior 30 home offices dignos de elogios (inclusive um deles ilustra o post de hoje). Trabalhar em casa pode ser o sonho de muitos, mas pode acabar virando pesadelo se algumas coisas não forem consideradas.
Confira 10 coisas que um profissional que trabalha em casa deve evitar:

1) Dormir e trabalhar no mesmo ambiente

O quarto deve ser um local de descanso, um ambiente onde você se sinta à vontade para se jogar na cama e esquecer os problemas do trabalho. Quando se trabalha no próprio quarto, muitas vezes fica difícil desvincular uma coisa da outra (experiência própria), tornando o ambiente agitado demais pra dormir ou preguiçoso demais para trabalhar. A não ser que você consiga separar muito bem as coisas (ou tenha um quarto grande o suficiente que permita dois ambientes).

2) Usar o telefone residencial para atender clientes

- Alô?
- Bom dia, o sr. José Carlos está?
- Ah, é negócio de trabalho né? Peraí. O Zeeeeeca! Telefooooone!
Preciso dizer mais?

3) Trabalhar de pijama

Trabalhar no próprio lar dá certa liberdade quanto ao que vestir. Porém, para algumas pessoas, não ter o “ritual” de trocar de roupa para começar o trabalho, pode interferir no rendimento, fazendo com que o cérebro entenda que o processo de acordamento (sim, inventei uma palavra) ainda não acabou.

4) Ver TV enquanto trabalha

Alguns defendem que ver TV durante algum tempo é um modo de descansar o cérebro e buscar criatividade. Ok, sem problemas. Porém, deixar a TV ligada durante todo o “expediente” pode causar o efeito contrário. Se você se distrai rapidamente, evite isso.

5) Não ter horário definido para trabalhar

Tudo bem, você não precisa ter um horário fixo de entrada e saída do home office, a não ser que você esteja acostumado a trabalhar dessa forma e se dê bem assim. Porém, não ter um horário regular para sentar à frente do computador pode atrapalhar vários aspectos do seu trabalho: em especial o atendimento ao cliente.

6) Se distrair com visitas

- Pode subir, ele não tá ocupado não, tá no computador.
Pronto, era uma vez uma tarde criativa.
Seria interessante conversar com quem mora em sua casa para respeitar seu horário de trabalho, orientando a sempre lhe perguntar se é possível atender uma visita de um parente ou amigo no meio do trabalho.

7) Dar total liberdade para os parentes

Você lá, trabalhando à todo gás e de repente entram no home office sua mãe, sua irmã, sua prima e a cunhada do vizinho da sogra do seu tio, com o objetivo de comentar o último capítulo da novela. Mais uma vez, a comunicação é uma importante aliada de quem trabalha em casa. Diga que o home office é o seu espaço, que precisa ser respeitado. Quer entrar? Bata na porta antes, por favor.

8) Irritar outros da casa com o seu trabalho

Muitos profissionais gostam de trabalhar de madrugada, pois a consideram mais produtiva. Ótimo, desde que o sono dos demais seja preservado. Um teclado barulhento, cliques frenéticos no mouse ou música alta podem irritar quem está no cômodo ao lado. E com razão.

9) Receber clientes (existem exceções)

Muitos home offices são tão bem estruturados (talvez até com uma entrada separada da casa) que é perfeitamente possível receber clientes. Mas que dizer se o local de trabalho seja na sala de sua casa, onde seu irmãozinho assiste Discovery Kids? Ou se é necessário prender o cachorro e submeter o cliente a uma quase-mordida toda vez que for recebê-lo? Aí não dá né?

10) Não se considerar um profissional

Um grande erro de muitos que trabalham em casa é não se considerarem profissionais. A realidade é que muitos ótimos profissionais trabalham no conforto de seus lares, sem que isso prejudique seu rendimento. O sucesso não depende do local. Seja em uma mega-empresa ou na sua “humilde residência”, é possível sim ser um profissional bem-sucedido.
fonte:designerd

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

iPhone 5: um ótimo produto ou uma inovação de ruptura?







A Apple lançou o Iphone 5.A discussão atual concentra-se na análise de qual será o nível de inovação do produto e quais serão as principais novas funcionalidades.
Já é possível avaliar o potencial do produto. Segundo comunicado o novo Iphone 5 é 20% mais leve, 18% mais fino e tem 12% menos volume. O processador é mais rápido. A tela de retina é melhor e maior. A bateria é mais resistente.
Enfim, um Iphone ainda melhor. Mas não uma inovação de ruptura. E o novo “oceano azul” ou as inovações radicais não vieram junto?
Não, parece que nem precisava. O Iphone 5 é um produto que evoluiu. Vai abrir ainda mais vantagem na liderança entre os smartphones.A Apple domina o ciclo de vida da inovação moldando a curva S popularizada pelo Prof. Richard Foster à sua própria vontade.
A curva S,assim denominada por seu forma em S, demonstra como ocorre a evolução da performance em determinada tecnologia ao longo do tempo. Há um limite de evolução tecnológica que será suplantado por uma nova curva.
Esse fenômeno ocorreu com o transistor, lâmpada, motor a vapor, software e até com pranchas de surf e a tecnologia das quilhas.
Nessa substituição tecnológica há enorme mudança nas posições de liderança nos setores afetados.
1. Empresas suíças de relógio sucumbiram ao relógio digital.
2. Empresas de máquina fotográfica perderam competitividade na mudança do analógico para o digital.
3. A Nokia mudou sua condição de protagonismo com a revolução dos smartphones.
4. A Microsoft perdeu terreno na migração do desktop para o mobile.
5. A Palm não conseguiu migrar do organizador pessoal para o celular com eficácia.
6. A RIM, fabricante do Blackberry parece enfrenta dificuldades frente ao novo modelo de negócios de conteúdo, applications e smartphones mesmo tendo sido líder poucos anos atrás
Algumas empresas conseguem saltar as curvas, outras ficam pelo caminho.A capacidade de destruir e criar sua nova posição competitiva é a forma mais eficiente da empresa atingir performance superior a média de mercado e evitar ser surpreendida por novos concorrentes.
A empresa precisa ser boa executora e boa inovadora. Uma organização ambidestra.A Apple tem feito isso. Gerencia a inovação mesclando movimentos com intensidades e tipos de inovações distintas. Foram 3 inovações radicais nos últimos 10 anos (ipod, iphone, ipad) entrelaçadas por inovações de modelo de negócio (appstore e itunes) e de canal de distribuição (lojas conceito).
Se é hora de inovações incrementais nos produtos e serviços existentes ela o faz. A nova versão quase sempre tem vendido mais do que a anterior. Quando o ciclo de vida do conceito atinge a maturidade e começa a perder ritmo ela introduz uma inovação radical, de ruptura ou até de modelo de negócio, por vezes criando uma nova categoria de produto.
O mais interessante é que a empresa tem conseguido se manter eficiente e inovadora. Tim Cook atual CEO da empresa vem da área de Operações e Supply Chain. É considerado como grande responsável por proporcionar abrangência e qualidade a sua operação global.
Nos últimos 10 anos a Apple equilibrou eficiência com inovação. Mais do que isso, tem gerenciado as inovações como lhe convém. O novo Iphone 5 é um produto fantástico. Seus recursos são ainda mais potentes. Mas não é uma inovação de ruptura.
É possível que nem precisasse ser. Ela própria determinaráquando será a hora mais adequada para a nova inovação de ruptura.
Até lá aguardemos, provavelmente, com o novo Iphone 5 em mãos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

2º Ciclo de Capacitação para Designers em BH

Para quem estiver em BH, uma boa pedida é o 2º Ciclo de Capacitação para Designers que inicia no próximo dia 05 de Agosto, com palestras bem interessantes de profissionais já consagrados d0 design. As inscrições já estão abertas e a primeira palestra será:
Palestra Magna – 05/08
Horário – 19h
Local: SEBRAE (Av Barão Homem de Melo – 329)
Palestrante: Ligia Fascioni – DNA Empresarial: DNA Empresárial: Identidade Coorporativa como referência estratégia
Inscrições Gratuitas: 3247-2246 - joyce.terra@minasdesign.mg.gov.br

Ciclo de Capacitação
Vagas limitadas
Inscrição: 3247-2246 - joyce.terra@minasdesign.mg.gov.br
Valor da Inscrição: R$ 100,00 (ciclo inteiro) R$ 30,00 por palestra (caso a inscrição seja individual)
Lembramos que a inscrição do ciclo inteiro, através de um CNPJ, possibilita a empresa designar um representante para cada palestra.
Horário: 9h às 17h
Local: Centro Minas Design – Av José Cândido da Silveira – 2000 – Horto – nas dependências do CETEC
Workshops que compreendem parte teórica e prática, com novas abordagens.

PROGRAMAÇÃO
18 de Agosto – Design Estratégico
Camilo Belchior
25 de Agosto – Design Thinking
Kleber Puchaski
09 de Setembro – Oficina de Marketing e Venda de Serviços
Wlamir Belo
29 de Setembro – Oficina: Formação de Preço e Fluxo de Caixa
Flávio Brito
20 de outubro – Formas de Proteção, Propriedade Intelectual e Desenvolvimento de novos negócios
Rafael Jardim
17 de novembro – Design de Serviços
Tennyson Pinheiro
01 de dezembro – Oficina Criativa
Federico Hess

Fonte: Vinícius F. Magalhães (Comunicação CMD)

17ª Edição CRAFT DESIGN


Agosto de 2010

De 12 a 15 de agosto de 2010.
Das 10h às 20h.

Local: Centro de Eventos São Luís
Rua Luís Coelho, 323
Consolação - São Paulo - SP
(próximo ao metrô Consolação)

A CRAFT DESIGN é exclusiva para lojistas e profissionais da área, sendo portanto indispensável a apresentação de um comprovante e dos dados da empresa (CNPJ, Inscrição Estadual, etc) para sua entrada.

A entrada de estudantes de Design, Arquitetura e Decoração será permitida somente mediante a apresentação de um comprovante e documento.

Não é permitida a venda a varejo. A feira é exclusiva para vendas em atacados aos lojistas.

Não é permitida a entrada de crianças menores de 14 anos (incluindo crianças de colo).

Para Mais Informações Acesse : Craft Design


18ª Paralela Gift - 12/8 a 15/8


Apoiar e estimular a criação autoral, a utilização de novos materiais e a produção sustentável tem sido a missão da Paralela. Neste sentido a feira é considerada o mais importante evento de design contemporâneo destinado a lojistas no Brasil.

A 18ª edição apresentará um novo olhar sobre a produção do design de vanguarda atual. Designers lançarão suas coleções que refletem cada vez mais a parceria do designer com a indústria. Apresentação de novos profissionais, mais qualificados, antenados com as necessidades do mercado será o foco desta edição.

Serviço

18ª Paralela Gift
Feira de design e produtos contemporâneos
12 a 15 de agosto de 2010
Shopping Iguatemi
Exclusivo para lojistas e profissionais da área

Para mais informações acesse: Paralela Gift

Texto: Design PVC

Fonte: DesignOnTheRocks

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Entrevista com André Beltrão, autor do livro Manual do Freela


No mês de julho, a editora 2AB está lançando o livroManual do Freela: Quanto custa meu design?”, de André Beltrão. O foco deste primeiro manual é ensinar gestão financeria para freelancers.

“A idéia é que este seja o primeiro de muitos manuais, sempre com uma linguagem simples e direta, visando ajudar o freelancer a estruturar bem sua carreira para crescer profissionalmente”, conta Vítor Barreto, editor da 2AB.

André, que é designer e proprietário do Studio Creamcrackers, no Rio de Janeiro, conta que o livro é fruto do workshop de mesmo nome, ministrado por ele em várias cidades do Brasil. “O curso gerou discussões importantíssimas sobre o valor e o custo do nosso trabalho, e percebi que não existia no mercado nenhum livro que falasse especificamente sobre isto. Então tive a idéia de criar este manual”, conta André.

O designer garante que, mesmo sendo baseado na experiência da atividade de design, o “Manual do Freela” destina-se a qualquer profissional de criação.

O Manual:

O manual começa explicando o que é uma atividade comercial. Afinal, um freela, para se tornar um bom profissional, precisa entender de despesa, lucro, receita e criar valores. Ele, sozinho, será o chefe, o melhor empregado, o administrador. E isso precisa estar bem entendido para que o “negócio” vá adiante.

Montado este cenário, André dá dicas precisosas: Como alocar os diversos custos fixos e também variáveis de cada projeto; Como calcular juros para parcelamentos; Como montar uma proposta de serviço; Quando dar descontos; Dicas para se relacionar bem com os clientes – até mesmo os mais complicados; Como conciliar trabalho e vida pessoal; Qual a melhor hora para abrir sua própria empresa e o que muda na estrutura de custos neste novo cenário.

Depois de ler este manual, o freelancer verá sua carreira solo decolar de uma vez por todas!

Veja depois do Leia Mais a nossa entrevista com André, que solucionou algumas dúvidas bem comuns dos freelancers:

DesignFlakes – Fala André, é uma honra ter você aqui no Designflakes e ainda mais com um assunto tão discutido como o freela e ainda com o lançamento de um livro seu com esse assunto, vamos aproveitar e falar um pouco disso? Acho que uma dúvida frequente de quem faz freela é, como eu faço um orçamento? Existe uma dica prática?
André Beltrão – Sim, o livro tem várias dicas práticas relacionadas a isto, dependendo da situação. Tem a montagem de uma planilha com base no cálculo de horas X custo-hora, mais dicas sobre reserva de tempo, margem de negociação, impostos, etc.

DF – Um freela tem obrigatóriamente de ter sua empresa e nota fiscal?
AB – Não, dependendo do trabalho e seus clientes, muitas vezes não precisa de nada, apenas de um recibo simples. Legalmente, precisa sempre apresentar uma RPA, que pode gerar retenção de impostos. Caso precise sempre apresentar RPAs, pode registrar-se como microempreendedor individual, que paga menos impostos, mas tem um teto baixo de faturamento mensal, ou emitir as RPAS caso fature mais que esse teto, ou se tiver um faturamento mensal alto e constante pode mesmo se associar a outra pessoa e abrir uma empresa Ltda, deixando de ser freela.

DF- Geralmente se cobra 50% do valor no começo do trabalho, você acha que isso pode sakvar o profissional de um calote?

AB – Salvar não salva, mas gera comprometimento, ou seja, como já pagou algo, tem menos chance de o cliente desistir do projeto. Mas depois que o projeto foi entregue, ele pode resolver dar calote do restante. É sempre bom ter uma proposta assinada, que tem força de contrato.

DF – Sendo freelancer, o designer tem de lidar com clientes, pessoas e muitas vezes isso gera um pouco de atrito, existe uma dica pra evitar mandar o cliente pra “aquele” lugar?

AB – Primeiro, acho que é avaliar o potencial do cliente ao longo do tempo. Nunca deve mandar para aquele lugar, se for uma relação ruim, o melhor é educadamente pedir desculpas e dizer que não tem como atendê-lo mais por alguma razão. Mas o ideal é estudar um pouco de negociação, quase todas as situações de conflito tem um caminho do meio que pode ser bom para os dois.


DF – O freelancer tem mais liberdade criativa? Até que ponto o cliente tem direito de modificar seu trabalho?

AB – Ah, isso não muda muito pelo fato de ser um freela, exceto pelo aspecto que não há intermediário entre o freela e o cliente, como um profissional de atendimento, o cliente pode se sentir mais à vontade para “usar e abusar” mas por outro lado a chance de um briefing mais completo é maior, já que o freela pode a qualquer momento falar diretamente com o cliente. As modificações durante o processo podem ser combinadas, algo como teremos até X mudanças de layout por este valor, a partir disso combinaremos um acréscimo, ou uma cláusula de que as etapas anteriormente aprovadas para serem retomadas e modificadas implicarão um acréscimo de x%. É importante deixar tudo combinado no início.

DF – Um contrato pode ajudar nesse relacionamento? Como fazer pra que ele seja respeitado por ambas as partes?
AB – O contrato é essencial. Ele não deve ser muito extenso, mas deve ter detalhes práticos sobre o processo de trabalho, o que está incluído e as condições combinadas para pagamento e desenvolvimento. É importante no momento que o cliente aprovar salientar os pontos mais importantes, combinar prazos, etc, e semre que sair um pouco da linha chamar ao contrato, como “veja, por mim tudo bem incluir este outro item, mas ele não estava orçado antes, vou precisar enviar um complemento de orçamento.” ou “o trabalho não será finalizado? Ok, vamos cobrar então 60% como consta em nosso contrato. Se vier a ser retomado no futuro podemos finalizar cobrando apenas o complemento” etc.

DF – Sabemos que muita gente é avesso a planilhas de cálculo, mas existe um modo de não se perder nisso e criar um método para que elas ajudem ao invés de tomar mais tempo?
AB – Elas realmente não tomam tempo. Leva algum tempo para fazer a primeira, depois basicamente é só inserir dados, como colocar os valores na calculadora, só que as planilhas somam e multiplicam sozinhas quando as formulas estão lá. Só dá trabalho montar a planilha inicial, que requer introduzir as fórmulas nas células. Eu uso no escritório a mesma planilha desde 2003/2004, venho apenas atualizando quando mudam os salários, a equipe ou as despesas. Mas só deu trabalho para fazer há 7 anos atrás. O manual do freela vai ter um hotsite onde disponibilizaremos as planilhas do livro prontas, o freela só precisará preencher os dados dele.

DF – Quando o freelancer deve dizer não?
AB – Para qualquer escritório de design dizer não é sempre motivo de ponderação, já que afinal envolve riscos (de perder o cliente, de perder o projeto, de não ser pago, etc). Para um freela é ainda mais difícil, já que na percepção do cliente o freelancer é quase uma unidade mínima de profissional de design, a menos que já seja um freela de renome o cliente sempre vai ter uma sensação de poder (de conhecimento e de gerência) sobre o desenvolvimento do projeto.
Nos projetos o freela, como qualquer escritório, deve estarbastante envolvido com o problema, com o negócio do cliente, e estar bem embasado tecnicamente e conceitualmente em seu projeto. Deve ser capaz de defender seus pontos de vista, porém sem dizer não, aqui cabe sempre negociar e o bom senso é que manda.
Na contratação dos serviçøs, aí sim, é importante não se deixar abusar. Recusar propostas indecentes, condições absurdas, pagamentos a perder de vista. Deve recusar-se a trabalhar além do combinado sem acréscimo, a deixar de viver para só trabalhar, e acima de tudo, deve dizer não a tudo o que for contra seus princípios. Nada de se corromper.

DF – Como fazer para conseguir seus primeiros trabalhos freelas?
AB – Muitos amigos começaram como eu conseguindo os primeiros trabalhos na própria universidade. É bom ter um relacionamento positivo com os professores, com o coordenador do curso, ter envolvimento em atividades extraclasse, participar de concursos de design que são divulgados entre os estudantes, fazer e aparecer. Muitas vezes os professores podem indicá-los para vagas de estágio, emprego e para projetos-freelas. Algumas escolas possuem escritórios modelo ou parceria com Centros de Design, onde também é possível começar.
Muita gente começa fazendo trabalhos para amigos e parentes.
É importante criar uma rede de relacionamento com todas essas pessoas, e fazer o que aparecer com qualidade, dando o melhor de si. Outros projetos virão naturalmente, por indicação também, o cliente satisfeito vira seu promotor. Isso costuma dar mais certo no início que anunciar e prospectar a torto e a direito, e como a base de clientes está mais ligada à família ou à universidade, há mais tolerância e cooperação nos primeiros projetos, que trazem uma grande carga de aprendizado.

DF – Podemos viver somente com isso?
AB – Sim! E pode ser muita coisa. Freela que progride acaba virando escritório, muita gente vive sendo freelancer sempre, mas legal mesmo é pensar que não temos limite para crescer, crescemos profissionalmente até onde podemos enxergar, ou até onde queremos ir, até chegar lá é tudo percurso, e o legal de viver o percurso é a vontade de chegar.

DF – Algum conselho final pro pessoal que faz freela?
AB – Ih, tem muitos. Lá no Manual tem dicas a todo instante. É importante sobretudo necessário ser organizado e planejador, persistente e criativo com as situações que vai lidar.

DF – Obrigado André pela entrevista e desejamos sucesso com o livro, esperamos também que ajude os profissionais independentes a se situar nesse mercado tumultuado de freelance!

AB – Obrigado, Rodrigo, e tudo de bom, fique à vontade se quiser perguntar mais algo. Abraço! André Beltrão.


FONTE: DesignFlakes